Caos no Rio: App de delivery Keeta adia lançamento e demite funcionários


 

O lançamento do aplicativo de entregas Keeta no Rio de Janeiro virou notícia por motivos inesperados: a empresa decidiu adiar sua estreia e, no processo, demitiu dezenas de funcionários que já haviam sido contratados para operar na cidade.

Segundo relatos de quem estava no local, muitos profissionais foram convocados a um hotel no centro do Rio para receber instruções sobre a estreia. Para surpresa de todos, receberam a notícia de que seus contratos seriam encerrados imediatamente. Alguns ex-funcionários relataram que já haviam deixado empregos anteriores e reorganizado suas rotinas para integrar a Keeta, o que gerou revolta e indignação.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram funcionários discutindo com gerentes e expressando frustração. Em meio a gritos e protestos, surgiram perguntas sobre transparência e promessas não cumpridas, enquanto outros compartilhavam o choque de perder o emprego sem aviso prévio.

A empresa afirmou que o adiamento faz parte de uma estratégia interna para revisar processos operacionais e garantir uma operação estável antes da expansão. Segundo a Keeta, a decisão visa evitar problemas logísticos e técnicos em larga escala, especialmente em um mercado competitivo como o de delivery no Rio.

Especialistas apontam que o episódio evidencia os desafios de startups internacionais ao entrar no Brasil, onde concorrentes já consolidados e contratos com restaurantes dificultam a penetração rápida. Apesar do revés no Rio, a Keeta confirmou que suas operações em outras regiões seguem normalmente, mantendo empregos existentes e planos de investimento.

O caso gerou discussões sobre a responsabilidade das empresas ao contratar profissionais e interromper projetos, mostrando como decisões estratégicas podem ter impacto direto na vida de trabalhadores.

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