O Carnaval de Salvador, famoso por sua energia contagiante e trios elétricos que arrastam multidões, enfrenta nesta edição desafios logísticos que têm gerado reclamações de foliões e artistas. Atrasos nos desfiles e “engarrafamentos” nos principais circuitos, como o Dodô (Barra–Ondina) e o Osmar (Campo Grande), têm deixado a festa mais lenta e causado frustração entre quem esperava um ritmo mais fluido.
Segundo foliões, a concentração de trios elétricos e blocos em determinados trechos do percurso cria longos períodos de parada, fazendo com que apresentações atrasem e a experiência perca um pouco do dinamismo tradicional. Artistas também relatam dificuldades para manter o fluxo de shows, e alguns precisaram adaptar suas performances enquanto esperavam espaço para seguir.
“A gente sente que o percurso está muito cheio em alguns pontos. É difícil tocar e interagir com o público quando mal conseguimos andar com o trio”, comentou um músico que participa do circuito Dodô.
Além do excesso de público em trechos estratégicos, a falta de intervalos adequados entre os blocos e trios contribui para o acúmulo de artistas em determinados trechos, gerando tensão entre os grupos. Alguns líderes de blocos reclamam que a ordem de saída e a coordenação do cronograma precisam ser mais claras, para evitar conflitos e atrasos.
A organização do evento afirma que os desafios desta edição estão relacionados a fatores operacionais, como segurança dos foliões, ajustes no controle do percurso e imprevistos durante os deslocamentos dos trios. Em nota, ressaltou que está avaliando medidas para tornar o fluxo mais ágil e garantir que todos os artistas consigam se apresentar dentro do horário previsto.
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