A Ambev causou polêmica antes mesmo do primeiro bloco sair às ruas do Carnaval paulistano: a cervejaria decidiu que a tradicional bebida Xeque Mate, popular entre os foliões, não poderá ser vendida nos circuitos oficiais da festa.
A medida faz parte do acordo de patrocínio da empresa, que investiu mais de R$ 29 milhões no Carnaval e detém exclusividade na venda de bebidas em blocos e camarotes credenciados. Na prática, ambulantes só poderão oferecer marcas do portfólio da Ambev, como Skol, Budweiser, Corona e Guaraná Antarctica.
Para muitos foliões, a proibição soa como um atentado à tradição. “O Xeque Mate faz parte da nossa memória afetiva do Carnaval, sempre foi uma escolha de quem quer um sabor mais forte e diferente da cerveja comum”, afirma João Carlos, vendedor de bebidas no bairro da Vila Madalena.
A decisão também gerou desconforto entre ambulantes, que veem uma oportunidade de renda reduzida. “Se só posso vender o que eles querem, meu lucro cai pela metade. É difícil para quem depende dessa festa”, reclama Maria Clara, ambulante há 10 anos.
Do lado da Ambev, a justificativa é clara: a exclusividade ajuda a financiar a estrutura do Carnaval, incluindo segurança, limpeza e logística. A empresa defende que sem esse investimento, o evento não teria o mesmo alcance ou organização.
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