Uma proposta do Brasil para taxar a remessa de lucros da indústria farmacêutica, com o objetivo de financiar pesquisas sobre doenças infecciosas associadas à pobreza, gerou novas suspeitas sobre a influência de laboratórios na Organização Mundial da Saúde (OMS).

 Uma proposta do Brasil para taxar a remessa de lucros da indústria farmacêutica, com o objetivo de financiar pesquisas sobre doenças infecciosas associadas à pobreza, gerou novas suspeitas sobre a influência de laboratórios na Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em um artigo intitulado "A OMS sob influência da indústria farmacêutica", o influente jornal francês "Le Monde" destaca o que considera "práticas contestáveis" na OMS, mencionando um relatório elaborado por um grupo de 23 especialistas que buscava soluções para a escassez de medicamentos para "doenças dos pobres".

Entre 1975 e 2004, apenas 21 dos 1.556 novos medicamentos lançados (1,3%) foram direcionados a doenças tropicais, como a doença de Chagas, leishmaniose e tuberculose, que afetam 400 milhões de pessoas e representam 11,4% das doenças.

O escândalo começou em 8 de dezembro, quando, enquanto o mundo estava focado na pandemia da gripe A H1N1, uma versão confidencial do relatório da OMS, resultado de sete anos de trabalho, vazou na internet. Junto a ele, foram divulgados quatro e-mails, um dos quais foi redigido em 1º de dezembro pela Federação Internacional dos Fabricantes de Medicamentos (IFPMA).


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